segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Pedidos de falência têm queda no país

Fonte Redatora : Cássia Rodrigues Data: 04/09/2007


De acordo com dados do Serasa, pedidos de falência tiveram queda de 29,1% em 2007

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Serasa registrou que os pedidos de falência requeridos em todo o país tiveram queda de 29,1% nos sete primeiros meses de 2007, se comparados ao mesmo período do ano anterior. O total de pedidos registrados entre os meses de janeiro a julho deste ano foi de 1.729 contra 2437 em 2006. Além disso, as falências decretadas no período tiveram recuo de 21,3%. Em 2006, o índice foi de 1.142, contra 899 deste ano.

De acordo com o consultor Fábio Bartolozzi Astrauskas, mestre em Administração e diretor da consultoria Siegen, especializada na recuperação de empresas em crise financeira e em sucessão familiar, a estipulação de um valor mínimo (R$ 12 mil) para um pedido de falência influenciou na redução dos pedidos. ?Isso faz despencar os pedidos de falências contra micro e pequenas empresas, que são as principais beneficiárias desta regra?, afirma Astrauskas. Mais ainda, a nova lei de falências, que entrou em vigor em julho de 2005, também foi um dos principais motivos dessa redução. ?No caso de empresas de médio porte, os credores passaram a buscar alternativas negociadas, em vez de recorrer ao pedido de falência, uma vez que o processo judicial tornou-se mais complexo e mais caro com a nova lei?.

Segundo o especialista, a tendência é que a nova lei seja usada somente para resolver casos mais complexos. ?Não é necessário entrar com um pedido de recuperação judicial ou receber um pedido de falência para então elaborar um plano de recuperação. O ideal é que o plano seja elaborado assim que os primeiros sinais de crise se manifestem. E que tal plano seja discutido e negociado com os credores, os quais muitas vezes são também potenciais financiadores ou investidores. O objetivo final do plano é a superação da crise econômico-financeira e não apenas prolongar o pagamento das dívidas. Por isso, é importante ter consciência dos pontos fortes e fracos da empresa e apontar soluções estruturais para que ela se recupere?, ressalta.

Atualmente, a Siegen trabalha com 12 companhias em recuperação judicial. Segundo o consultor, menos de 10% das empresas com as quais ele já trabalhou se revelaram irrecuperáveis. ?As demais, embora tenham chegado até à UTI, eram viáveis e se mantém em pleno funcionamento?.

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